sexta-feira, 2 de julho de 2010

2 DE JULHO: INDEPENDÊNCIA DA BAHIA

Do "ibahia.globo"
Com Informações do "Jornal A Tarde"

Carro do Caboclo

O que é o 2 de Julho?

A comemoração do dia 2 de Julho é uma celebração às tropas do Exército e da Marinha Brasileira que, através de muitas lutas, conseguiram a separação definitiva do Brasil do domínio de Portugal, em 1823. Neste dia as tropas brasileiras entraram na cidade de Salvador, que era ocupada pelo exército português, tomando a cidade de volta e consolidando a vitória.

Esta é uma data máxima para a Bahia e uma das mais importantes para a nação, já que, mesmo com a declaração de independente, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas províncias. Então, pela sua importância, principalmente para os baianos, todos os anos a Bahia celebra o 2 de Julho. Tropas militares relembram a entrada do Exército na cidade e uma série de homenagens são feitas aos combatentes.

Entre todas as comemorações, a do ano de 1849 teve um convidado muito especial. O marechal Pedro Labatut, que liderou a tropas brasileiras nas primeiras ofensivas ao Exército Português, participou do desfile, já bastante debilitado e sem recursos financeiros, mas com a felicidade de homenagear as tropas das quais fez parte.

Para chegar a este dia, muita luta foi travada...


O Brasil do início do século XVIII ainda era dominado por Portugal, enquanto o Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e a Bahia continuavam lutando pela independência. As províncias não suportavam mais a situação e, percebendo os privilégios que o Rio de Janeiro estava recebendo por ser a capital, Pernambuco e Bahia resolveram se rebelar.

Recife deu início a uma revolução anti-colonial em 6 de março de 1817. Esta revolução tinha uma ligação com a Bahia, já que havia grupos conspiradores compostos por militares, proprietários de engenhos, trabalhadores liberais e comerciantes. Ao saber desta movimentação, o então governador da Bahia, D. Marcos de Noronha e Brito advertiu alguns deles pessoalmente.

O governo estava em cima dos conspiradores e, devido à violenta série de assassinatos, muito baianos resolveram desistir. Com toda esta repressão, a revolução de Recife acabou sendo derrotada. Os presos pernambucanos foram trazidos para a Bahia, sendo muitos fuzilados no Campo da Pólvora ou presos na prisão de Aljube, onde grande personagens baianos também estavam presos.

Movimentação pela independência:


Diante das insatisfações, começaram as guerras pela independência. Os oficiais militares e civis baianos passaram a restringir a Junta Provisória do Governo da Bahia, que ditava as ordens na época, e com esta atitude foi formado um grupo conspirativo que realizou a manifestação de 3 de Novembro de 1821.

Esta manifestação exigia o fim da Junta Provisória, mas foi impedida pela "Legião Constitucional Lusitana", ordenada pelo coronel Francisco de Paula e Oliveira. Os dias se passaram e os conflitos continuavam intensos. Muitos brasileiros morreram em combate.

Força portuguesa:


No dia 31 de Janeiro de 1822 a Junta Provisória foi modificada. E depois de alguns dias, chegou de Portugal um decreto que nomeava o brigadeiro português, Ignácio Luiz Madeira de Mello, o novo governador de Armas.
Os oficias brasileiros não aceitavam esta imposição, pois este decreto teria que passar primeiro pela Câmara Municipal. Houve, então, forte resistência que envolveu muitos civis e militares.

Madeira de Mello não perdeu tempo e colocou as tropas portuguesas em prontidão, declarando que iria tomar posse. No dia 19 de fevereiro, os portugueses começaram a invadir quartéis, o forte São Pedro, inclusive o convento da Lapa, onde haviam alguns soldados brasileiros. Neste episódio, a abadessa Sónor Joana Angélica tentou impedir a entrada das tropas, mas acabou sendo morta.

Concluída a ocupação militar portuguesa em Salvador, Madeira de Mello fortaleceu as ligações entre a Bahia e Portugal. Assim a cidade recebeu novas tropas portuguesas e muitas famílias baianas fugiram para as cidades do recôncavo.

Contra-ataque brasileiro:

No recôncavo, houve outras lutas para a independência das cidades e o fortalecimento do exército brasileiro. O coronel Joaquim Pires de Carvalho reuniu todo seu armamento e tropas e entregou o comando ao general Pedro Labatut. Este, assim que assumiu, intimidou Madeira de Mello.

Labatut organizou todo seu exército em duas brigadas e iniciou uma série de providências. Aos poucos o exército brasileiro veio conquistando novos territórios até chegar próximo a cidade de Salvador.

Madeira de Mello recebeu novas tropas de Portugal e pretendia fechar o cerco pela ilha de Itaparica e Barra do Paraguaçu. Esta atitude preocupava os brasileiros, mas os movimentos de defesa do território cresciam. E foi na defesa da Barra do Paraguaçu que Maria Quitéria de Jesus Medeiros se destacou, uma corajosa mulher que vestiu as fardas de soldado do batalhão de "Voluntários do Príncipe" e lutou em defesa do Brasil.

Em maio de 1823, Labatut, em uma demostração de autoridade, ordenou prisões de oficiais brasileiros, mesmo sendo avisado do erro que estava cometendo, e acabou sendo cassado do comando e preso. O coronel José Joaquim de Lima e Silva assumiu o comando geral do Exército e no dia 3 de Junho ordenou uma grande ofensiva contra os portugueses. Com a força da Marinha Brasileira, o coronel apertou o cerco contra a cidade de Salvador, que estava sob domínio português, restringindo o abastecimento de materiais de primeira necessidade. Diante destes fortes ataques e das necessidades que estavam passando, Madeira de Mello enviou apelos e acabou se rendendo. Com a vitória, o Exército Brasileiro entrou em Salvador consolidando a retomada da cidade e fim da ocupação portuguesa no Brasil.

Confira a programação do 2 de Julho.

Nesta quinta-feira, 2, Salvador amanhece em clima de festa. Enquanto alguns comemoram o passado, relembrando a conquista da Independência da Bahia, outros, esperançosos, torcem pelo futuro da Seleção Brasileira, desejando que a bola ‘jabulani’ invada o gol da Holanda.

Na 182ª edição, o desfile do 2 de Julho teve a programação adiantada em uma hora para que os participantes possam torcer pelo Brasil no jogo contra a Holanda, às 11 horas.

Às 6 da manhã, acontece o primeiro ato da festa do 2 de Julho, a Alvorada, com queima de fogos no Largo da Lapinha. De lá, às 8 horas, o cortejo segue para a Praça Municipal, onde os participantes da festa poderão assistir, em um telão, ao jogo pelas quartas de final da Copa da África do Sul. Às 14h30, após a partida, o cortejo vai para o Campo Grande, onde o desfile é encerrado (confira a programação abaixo).

Efetivo - Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar, 1.263 PMs atuarão na segurança da festa da Independência da Bahia. A presença da polícia no evento não para por aí: integrantes do Coral dos Colégios da PM vão entoar o Hino ao 2 de Julho na chegada do cortejo ao Campo Grande.

Trânsito - A Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) preparou um esquema especial para a festa, com alterações no tráfego, que já começaram nesta quinta e vão até a próxima segunda, 5. Ao todo, a cidade terá mais de dez ruas, cinco largos e três praças interditadas (confira as modificações no trânsito).

Tempo instável - Com previsão de tempo instável para esta sexta, a melhor pedida para quem assistirá ao desfile do 2 de Julho e ao jogo do Brasil, na Barra ou no Pelourinho, é que saia de casa com o guarda-chuva em mãos. A Climatempo informa que deve chover a qualquer hora do dia. A temperatura, segundo a previsão, irá variar de 21 a 26 graus.

Força popular - A tradição do 2 de Julho começou em 1823. Havia resistência das tropas portuguesas à Independência do Brasil, proclamada em 7 de setembro de 1822. Essas tropas foram expulsas em definitivo da Bahia por soldados enviados por Dom Pedro I que tiveram o decisivo apoio de baianos e nordestinos.

Confira a programação:

Manhã:
> 6h: alvorada com queima de fogos no Largo da Lapinha;
> 8h: organização do cortejo cívico;
> 9h: hasteamento das bandeiras por autoridades, com a execução do Hino Nacional pela banda Marinha de Guerra do Brasil.
> 9h30: início do cortejo cívico
– Homenagem aos heróis da Independência com breve parada em frente ao Convento da Soledade;
– Homenagem da Ordem Terceira do Carmo com parada em frente à Ordem, para pronunciamento de um membro da instituição;
– Homenagem da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
> 11h30: Recolhimento dos carros emblemáticos dos caboclos nos caramanchões da Praça Thomé de Souza.

Tarde:
> 14h: organização do cortejo cívico.
> 15h: homenagem da Câmara Municipal aos heróis da Independência.
> 15h30: início do Cortejo Cívico:
– Parada de 10 minutos no Forte de São Pedro, em frente ao Palácio da Aclamação, para homenagem do Exército Brasileiro aos heróis da Independência;
> 16h30: previsão de chegada dos carros emblemáticos e das autoridades ao Campo Grande.

Noite:
> 19h: Campo Grande – XIX Encontro de Filarmônicas – regente maestro Fred Dantas.

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